O Japão Ataca Pearl Harbor

14 nov

“TORA! TORA! TORA!” – este sinal anunciou o ataque que destruiu uma esquadra e levou os EUA a entrarem na Segunda Guerra Mundial

Pearl Harbor

"Não se trata de um exercício". No auge de um ataque que até o último momento os comandantes navais norte-americanos não acreditavam estar acontecendo, uma cortina negra paira sobre o Arizona, destruído. Nuvens de fumaça negras menores assinalam o destróier Shaw, atingido, e a fumaça branca, o local onde um bombardeiro caiu. Uma embarcação (à esquerda) avança para salvar os sobreviventes do West Virginia, em chamas, nas proximidades do porto.

O operador de rádio Karl “Buzz” Boyer não acreditava no que estava ouvindo. Sentado em frente do seu receptor na estação de rádio, a 10km de Pearl Harbor, no Havaí, na manhã de domingo de 7 de dezembro de 1941, ele transcreveu uma mensagem alarmante da Base Aérea da marinha, que ficava a 32km nordeste. “Estamos sendo bombardeados e metralhados. Estamos sob ataque”. A resposta de Boyer foi lapidar: “Vá para cama, você está bêbado”. O outro operador insistiu: “Não se trata de nenhum exercício. É pra valer”.

Convencido por fim de que a mensagem era genuína, Boyer correu para junto do comandante da estação, que, com o resto do pessoal, olhava pela janela para Pearl Harbor. Todos achavam que os aviões que se precipitavam sobre a ilha eram bombardeiros do exército regressando dos exercícios, até que viram fumaça de canhões antiaéreos. O chefe de Boyer leu a mensagem e gritou: “Ligue para Washington. Não se preocupe com o código”. As 7:58h da manhã, Boyer transmitiu a histórica mensagem: “Ataque aéreo sobre Pearl Harbor. Não se trata de um exercício”.

Battleship Row

Sobre o alvo - Um bombardeiro japonês, com os freios descidos, afasta-se de Battleship Row já incendiada, depois de ter sofrido um ataque de aviões-torpedeiros.

O ataque japonês a Pearl Harbor foi um dos mais bem-sucedidos ataques-surpresa da história. Desde o momento que o Mitsuo Fuchida e a primeira leva de 180 aviões de guerra sob o seu comando decolaram do porta-aviões a 370km ao norte da ilha havaiana de Oahu até chegarem a pearl Harbor não encontraram resistência. A força atacante voou a 3.660m, por cima de espessas nuvens. Uma hora e meia após a largada, logo depois das sete da manhã, Fuchida ligou o rádio e ouviu a suave musica havaiana de uma estação da Rádio de Honolulu – prova de que os japoneses se aproximavam do seu alvo. De repente, as nuvens afastaram-se e Fuchida avistou Kahuku Point, na costa norte de Oahu. O vento estava fraco, a visibilidade boa e Pearl Harbor, base da poderosa esquadra norte-americana do Pacífico, estendia-se à frente.

Os aviões desceram para a costa ocidental da ilha, de maneira que os lança-torpedos pudessem aproximar-se de Pearl Harbor pelo sul. Já perto do alvo, Fuchida viu que, à exceção de um, todos os mais cruzadores da esquadra norte-americana do Pacifico estavam ancorados ao longo da Battleship Row. Próximo, encontravam-se cruzadores, destróieres e outros navios – 94 ao todo. Fuchida estava tão certo da vitória que, antes de qualquer bomba cair transmitiu pelo rádio ao seu comandante o grito triunfante “Tora! Tora! Tora!” (Tigre! Tigre! Tigre!), sinal de que tinha conseguido atacar de surpresa.

Em minutos, os Kates japoneses, os mortíferos aviões-torpedeiros, tinham descido para menos de 90m e lançado o seu “peixe” mortal nas águas pouco profundas de Pearl Harbor. Na sua maioria. Os torpedos atingiram os gigantes que se alinhavam na Battleship Row: o Califórnia, o West Virginia, o Oklahoma, o Nevada e o Arizona. Depois de vários torpedos atingirem p imponente Oklahoma, este começou a inclinar-se e foram dadas ordens para abandonar p navio, que acabou emborcando. Muitos marinheiros foram mortos por metralhadoras japonesas, mas a maioria da tripulação foi salva por embarcações das docas e navios vizinhos.

Diversas levas de aviões japoneses bombardearam e metralharam a esquadra desprevenida. O Arizona sofreu vários ataques diretos e explodiu quando uma bomba desceu pela sua chaminé e incendiou ou paióis de pólvora. Por todo lado, os homens saltavam dos navios atingidos para o mar coberto de óleo. Alguns morreram quando a superfície irrompia em chamas. O Nevada, que tentou abandonar o porto, acabou por atrair a atenção dos bombardeiros. Sofrendo ataques diretos de duas bombas de 250kg, a superestrutura da frente foi tomada pelas chamas. Contudo, apesar do calor intenso, metralhadores da marinha continuaram a abrir fogo contra o inimigo.

Em menos de duas horas, os japoneses tinham afundado ou atingido gravemente 18 navios, destruído 188 aviões e danificado outros 159. Cerca de 2.400 norte-americanos, incluindo 68 civis, tinham morrido e mais de 1.100 estavam feridos. Por sua vez, os japoneses só tinham perdido 29 aviões. Contudo, haviam fracassado completamente num sentido, já que todos os porta-aviões norte-americanos importantes estavam no mar e as bombas não tinham atingido os depósitos de combustível.

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Cerca de trezentos homens que nós retiramos ainda estavam vivos no 18° dia. O fogo se extinguiu somente depois de duas semanas. Trabalhamos dia e noite durante três dias. Estava tudo muito agitado e confuso”JOHN GARCIA, veterano de Pearl Harbor

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Em Tóquio, a notícia de espetacular e surpreendente a Pearl Harbor foi acolhida com entusiasmo. Em Washington, a notícia foi recebida de início com descrença, depois com cólera. Menos de 24 horas após a primeira bomba ter sido lançada sobre Pearl Harbor, o presidente Roosevelt dirigiu-se ao congresso e ao povo norte-americano. “Ontem, 7 de dezembro de 1941, uma data para sempre infame”, disse, “os Estados Unidos foram deliberadamente atacados pelas forças aeronavais do Império Japonês”. Com a mesma disposição de espírito, o Congresso votou esmagadoramente pela declaração de guerra ao Japão.

Roosevelt

Para a guerra - Roosevelt condena o Japão pelo seu "ignóbil ataque" epede ap Congresso para votar uma declaração de guerra, o que aconteceu no dia seguinte.

 

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