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Quatro Anos para Expulsar os Japoneses do Pacífico

17 nov

O Que levou o Japão a atacar Pearl Harbor?

Arthur Percival (ao fundo, à direita)

Crepúsculo Imperial - Vencido em 13 de fevereiro de 1942, o general Arthur Percival (ao fundo, à direita) entregou Cingapura aos japoneses.

Com recursos naturais escassos e uma população em crescimento, o Japão há muito olhava para fora das suas fronteiras. Em 1931, anexou a Manchúria e em 1940 a queda da França deu-lhe um ponto de apoio no sudeste asiático, com a ocupação da Indochina francesa. O Japão via assim a possibilidade de se expandir na Ásia e no Pacífico.

Os japoneses sabiam que os Estados Unidos eram a única potência com uma presença militar suficientemente forte na Ásia para se opor aos seus planos expansionistas e a principio contavam manter os Estados Unidos, neutros, fora do conflito. No entanto, enquanto diplomatas tentavam a paz, os japoneses planejavam atacar a esquadra norte-americanos do Pacífico, que fora deslocada para Pearl Harbor.

Quando os EUA se recusaram levantar um embargo que ameaçava paralisar a máquina de guerra do Japão, os japoneses puseram o seu plano em ação. No mesmo dia atacaram Pearl Harbor, a Malásia, as Filipinas, Guam, Java, a Tailândia, Hong Kong, Bornéu e a fortaleza da ilha Wake. Em poucos meses, o Japão tinha alargado os limites do império e estabelecido um vasto perímetro defensivo na área do Pacífico. Ao paralisar a esquadra dos EUA, o Japão pensava salvaguardar os territórios recentemente conquistados.

Por Que os norte-americanos foram surpreendidos?

Meio século depois do ataque a Pearl Harbor, os investigadores descobriram uma espantosa série de erros que contribuíram para o sucesso do ataque-surpresa do Japão. Alguns historiadores tem mesmo especulado que Estados Unidos ignoraram deliberadamente avisos do ataque, a fim de que o Japão pudesse ser considerado agressor numa guerra que era considerada inevitável.

A culpa caiu inteiramente nos ombros do almirante Husband E. Kimmel, comandante da esquadra atingida, e do tenente-general Walter Short, comandante das forças terrestres no Havaí. Ambos foram declarados culpados pela “falta de cumprimento do dever” por não terem preparado defesas adequadas. Não havia, por exemplo, redes de torpedos para proteção dos navios de guerra. Apesar de ambos os comandantes terem recebido uma mensagem de aviso de guerra, de Washington, de 27 de novembro, nenhum deles tomou precauções defensivas. Um ataque a partir de porta-aviões parecia impensável – afinal de contas, o Japão estava a 6.400km de distância.

Kimmel e Short não foram, no entanto, os únicos a cometer erros. Graças à decifração dos códigos, em novembro o governo dos EUA sabia que os japoneses estavam planejando uma grande ofensiva. Em 5 de dezembro, sabia-se que comboios de navios japoneses se dirigiam para o sul do Japão. No entanto, ninguém pensou num ataque a Pearl Harbor. Mesmo quando os EUA detectaram um grande aumento de mensagens cifradas entre Tóquio e o Consulado Japonês de Honolulu, ninguém suspeitava qual seria o alvo.

Isoroku Yamomoto

Guerreiro Relutante - O almirante Isoroku Yamomoto, educado em Harvard, não acreditava que o Japão pudesse derrotar os EUA. Mas foi dele o plano de enviar os porta-aviões para Pearl Harbor.

Também se perderam mensagens devido a confusões burocráticas. Quatro horas antes do ataque de 7 de dezembro, Washington enviou um aviso para o Havaí, mas o telegrama chegou tarde demais. Quando os primeiros aviões japoneses foram detectados pelo radar na região norte de Oahu, não havia ninguém no quartel-general para receber o relatório do operador de serviço, pois os domingos no Havaí eram sempre dias de descontração. A sorte e a habilidade dos japoneses contribuíram para o resultado do ataque.

Como os Aliados ganharam a Guerra do Pacífico?

Abalados pelas perdas em Pearl Harbor, os Estados Unidos dedicaram grande parte de suas energias ao rearmamento de sua esquadra no Pacífico. Todas as suas embarcações de guerra, à exceção de dois couraçados afundados ou atingidos em Pearl Harbor, foram recuperadas e reequipadas.

Em 18 e abril de 1942, comandados pelo coronel James H. Doolittle, 16 bombardeiros B-25 decolaram do porta-aviões Hornet e atacaram Tóquio. Três semanas mais tarde, na Batalha do Mar de Coral, aviadores norte-americanos abateram, a aprtir do porta-aviões, cerca de 75 aviões japoneses e impediram um desembarque japonês na Papua-Nova Guiné. A batalha foi prejudicada plea perda do porta-aviões Lexington devido a uma explosão de vapor de petróleo. Contudo, a maioria da tripulação foi salva e a paralisação de dois modernos porta-aviões japoneses, colocados fora de ação durante meses, teve um efeito importante em operações futuras.

Em 1942, a renovada esquadra norte-americana no Pacífico, sob o comando do almirante Chester Nimitz, obteve uma vitória esmagadora sobre os japoneses em Midway, afuundando quatro porta-aviões e um cruzador pesado, e abatendo cerca de 275 aeronaves. Em três dias, a capacidade de ataque de longo alcance do Japão tinha sido efetivamente destruída. Os historiadores estão de acordo ao considerar que a Batalha de Midway, a primeira grande derrota do Japão, mudou o curso da Guerra do Pacífico. No ano seguinte, as forças norte-americanas, com o auxilio de das forças australianas, atacaram fortes japoneses no Pacifico Sul. Em meados de 1943, os Aliados tinham capturado Guadalcanal e outros postos avançados, incluindo Rabaul, na Nova Bretanha. A principal base do Japão na área foi desativada.

Os norte-americanos lançaram depois um ataque em duas frentes sobre as Filipinas, que os japoneses ocupavam desde maio de 1942. A esquadra norte-americana aproximou-se do Havaí e atacou as instalações japonesas nas ilhas Gilbert, Marshall e Marianas. Enquanto isso, o general Douglas MacArthur comandava uma investida ao longo da costa norte da Nova Guiné em direção às Filipinas.

Após algumas das mais sangrentas batalhas navais da guerra, MacArthur e as suas forças regressaram às Filipinas em janeiro de 1945. Tendo perdido Iwo Jima e Okinawa com um enorme custo de vidas – cerca de 131 mil mortos -, o Japão tornou-se vulnerável aos bombardeiros norte-americanos B-29. Na primavera de 1945, o exercito, a marinha e a força aérea japoneses tinham sido dizimados e os seus fortes dos Pacifico, invadidos.

Os ataques aéreos dos B-29 sobre Tóquio causaram ainda a morte de mais de 260 mil pessoas. Apesar disso, os japoneses recusavam-se a admitir derrota e render-se. Então, o presidente Truman foi informado de que uma alternativa há muito aguardada já estava disponível: a bomba atômica.

Lexington

A Caminho do Sucesso - A vitória aliada no Pacífico surgiu de um novo tipo de tática de guerra naval, travada entre navios e aviões, raramente entre navios. Operando a partir de porta-aviões, bombardeiros atacaram a esquadra japonesa em Midway. Uma vítima da batalha do mar de Coral foi o Lexington. O Japão abandonou arquipélagos do Pacífico e o general MacArthur cumpriu a promessa de devolvê-los às Filipinas.

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O Japão Ataca Pearl Harbor

14 nov

“TORA! TORA! TORA!” – este sinal anunciou o ataque que destruiu uma esquadra e levou os EUA a entrarem na Segunda Guerra Mundial

Pearl Harbor

"Não se trata de um exercício". No auge de um ataque que até o último momento os comandantes navais norte-americanos não acreditavam estar acontecendo, uma cortina negra paira sobre o Arizona, destruído. Nuvens de fumaça negras menores assinalam o destróier Shaw, atingido, e a fumaça branca, o local onde um bombardeiro caiu. Uma embarcação (à esquerda) avança para salvar os sobreviventes do West Virginia, em chamas, nas proximidades do porto.

O operador de rádio Karl “Buzz” Boyer não acreditava no que estava ouvindo. Sentado em frente do seu receptor na estação de rádio, a 10km de Pearl Harbor, no Havaí, na manhã de domingo de 7 de dezembro de 1941, ele transcreveu uma mensagem alarmante da Base Aérea da marinha, que ficava a 32km nordeste. “Estamos sendo bombardeados e metralhados. Estamos sob ataque”. A resposta de Boyer foi lapidar: “Vá para cama, você está bêbado”. O outro operador insistiu: “Não se trata de nenhum exercício. É pra valer”.

Convencido por fim de que a mensagem era genuína, Boyer correu para junto do comandante da estação, que, com o resto do pessoal, olhava pela janela para Pearl Harbor. Todos achavam que os aviões que se precipitavam sobre a ilha eram bombardeiros do exército regressando dos exercícios, até que viram fumaça de canhões antiaéreos. O chefe de Boyer leu a mensagem e gritou: “Ligue para Washington. Não se preocupe com o código”. As 7:58h da manhã, Boyer transmitiu a histórica mensagem: “Ataque aéreo sobre Pearl Harbor. Não se trata de um exercício”.

Battleship Row

Sobre o alvo - Um bombardeiro japonês, com os freios descidos, afasta-se de Battleship Row já incendiada, depois de ter sofrido um ataque de aviões-torpedeiros.

O ataque japonês a Pearl Harbor foi um dos mais bem-sucedidos ataques-surpresa da história. Desde o momento que o Mitsuo Fuchida e a primeira leva de 180 aviões de guerra sob o seu comando decolaram do porta-aviões a 370km ao norte da ilha havaiana de Oahu até chegarem a pearl Harbor não encontraram resistência. A força atacante voou a 3.660m, por cima de espessas nuvens. Uma hora e meia após a largada, logo depois das sete da manhã, Fuchida ligou o rádio e ouviu a suave musica havaiana de uma estação da Rádio de Honolulu – prova de que os japoneses se aproximavam do seu alvo. De repente, as nuvens afastaram-se e Fuchida avistou Kahuku Point, na costa norte de Oahu. O vento estava fraco, a visibilidade boa e Pearl Harbor, base da poderosa esquadra norte-americana do Pacífico, estendia-se à frente.

Os aviões desceram para a costa ocidental da ilha, de maneira que os lança-torpedos pudessem aproximar-se de Pearl Harbor pelo sul. Já perto do alvo, Fuchida viu que, à exceção de um, todos os mais cruzadores da esquadra norte-americana do Pacifico estavam ancorados ao longo da Battleship Row. Próximo, encontravam-se cruzadores, destróieres e outros navios – 94 ao todo. Fuchida estava tão certo da vitória que, antes de qualquer bomba cair transmitiu pelo rádio ao seu comandante o grito triunfante “Tora! Tora! Tora!” (Tigre! Tigre! Tigre!), sinal de que tinha conseguido atacar de surpresa.

Em minutos, os Kates japoneses, os mortíferos aviões-torpedeiros, tinham descido para menos de 90m e lançado o seu “peixe” mortal nas águas pouco profundas de Pearl Harbor. Na sua maioria. Os torpedos atingiram os gigantes que se alinhavam na Battleship Row: o Califórnia, o West Virginia, o Oklahoma, o Nevada e o Arizona. Depois de vários torpedos atingirem p imponente Oklahoma, este começou a inclinar-se e foram dadas ordens para abandonar p navio, que acabou emborcando. Muitos marinheiros foram mortos por metralhadoras japonesas, mas a maioria da tripulação foi salva por embarcações das docas e navios vizinhos.

Diversas levas de aviões japoneses bombardearam e metralharam a esquadra desprevenida. O Arizona sofreu vários ataques diretos e explodiu quando uma bomba desceu pela sua chaminé e incendiou ou paióis de pólvora. Por todo lado, os homens saltavam dos navios atingidos para o mar coberto de óleo. Alguns morreram quando a superfície irrompia em chamas. O Nevada, que tentou abandonar o porto, acabou por atrair a atenção dos bombardeiros. Sofrendo ataques diretos de duas bombas de 250kg, a superestrutura da frente foi tomada pelas chamas. Contudo, apesar do calor intenso, metralhadores da marinha continuaram a abrir fogo contra o inimigo.

Em menos de duas horas, os japoneses tinham afundado ou atingido gravemente 18 navios, destruído 188 aviões e danificado outros 159. Cerca de 2.400 norte-americanos, incluindo 68 civis, tinham morrido e mais de 1.100 estavam feridos. Por sua vez, os japoneses só tinham perdido 29 aviões. Contudo, haviam fracassado completamente num sentido, já que todos os porta-aviões norte-americanos importantes estavam no mar e as bombas não tinham atingido os depósitos de combustível.

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Cerca de trezentos homens que nós retiramos ainda estavam vivos no 18° dia. O fogo se extinguiu somente depois de duas semanas. Trabalhamos dia e noite durante três dias. Estava tudo muito agitado e confuso”JOHN GARCIA, veterano de Pearl Harbor

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Em Tóquio, a notícia de espetacular e surpreendente a Pearl Harbor foi acolhida com entusiasmo. Em Washington, a notícia foi recebida de início com descrença, depois com cólera. Menos de 24 horas após a primeira bomba ter sido lançada sobre Pearl Harbor, o presidente Roosevelt dirigiu-se ao congresso e ao povo norte-americano. “Ontem, 7 de dezembro de 1941, uma data para sempre infame”, disse, “os Estados Unidos foram deliberadamente atacados pelas forças aeronavais do Império Japonês”. Com a mesma disposição de espírito, o Congresso votou esmagadoramente pela declaração de guerra ao Japão.

Roosevelt

Para a guerra - Roosevelt condena o Japão pelo seu "ignóbil ataque" epede ap Congresso para votar uma declaração de guerra, o que aconteceu no dia seguinte.

 

Japão…

4 nov

Segunda Guerra Mundial – Japão Em 1941, as relações entre Estados Unidos e Japão não estavam bem. A divergência era a tentativa japonesa de dominar a China pela força. Em 1937, começara a guerra sino-japonesa, provocando sérios protestos uma vez que os Estados Unidos tinham grande interesse na China. Diante da recusa do Japão em ouvir os protestos, os Estados Unidos declararam um embargo de exportação de diversos produtos, incluindo petróleo. Sem a fonte de combustível, o Japão tinha duas alternativas: aceitar um acordo humilhante concordando com a inviolabilidade da China; ou procurar petróleo em outro lugar. Não conseguiram firmar um acordo com as Índias Ocidentais Holandesas para o fornecimento de petróleo. Decidiram no final do verão de 1941 negociar mais uma vez com os Estados Unidos. Sem nenhum acordo, no final de 1941 era claro que a guerra era inevitável e ambos apressaram seus preparativos, mesmo assim um embaixador japonês foi enviado a Washington para apresentar uma última oferta, que evidente seria recusada. Foi um truque para manter as conversações, até que o Japão estivesse preparado. Quando Roosevelt, certo da intenção do Japão de romper relações diplomáticas, os japoneses atacaram a base naval de Pearl Harbor, na ilha havaiana de Oahu, as oito horas da manhã do dia 7 de dezembro de l941. A frota e os campos de pouso, desprevenidos, tiveram estrago total. Atingida a frota americana, os japoneses prosseguiram em seu programa de conquista no Pacífico. Simultaneamente ao ataque a Pearl Harbor, o Japão agiu rápido no extremo oriente e a primeira ilha a cair foi Hong Kong. No mesmo dia investiram sobre a maior ilha das Filipinas, Luzon, e uma base americana, também pega de surpresa, teve seu esquadrão destruído. O comandante americano em Luzon era o General Douglas MacArthur. Comandados pelo General Homma as tropas japonesas desembarcaram em Luzon e logo estavam rumo a capital, Manila. Os americanos isolados de qualquer reforço, capitularam em nove de abril de 1942, na ausência do General MacArthur. Também em oito de dezembro de 1941 os japoneses desembarcaram em três frentes na península malaia, com o objetivo de toma-la das mãos dos ingleses. O programa japonês prosseguiu sem obstáculos e seis meses após Pearl Harbor, Cingapura, Birmânia, Tailândia e Malásia estava, sob seu domínio e a Grã Bretanha tinha perdido todo seu sustentáculo no oriente. Em 18 de abril de 1942 os americanos revidaram Pearl Harbor bombardeando Tóquio, o que induziu o alto o comando japonês a tentar destruir a frota americana. No dia 4 de junho desferiram um ataque contra a ilha Midway tentando interromper o transito para a Austrália. No dia 5 de julho de 1942 os japoneses se dirigiam para Guadalcanal. No dia 7 de agosto os americanos desembarcaram na ilha para o contra ataque. Uma a uma após batalhas sangrentas, as retomadas foram acontecendo. Em janeiro de l943, após perder Guadalcanal o comando japonês percebeu que o fim estava próximo. No Natal de l944 a resistência na ilha Leyte terminou e em três de janeiro de l944 uma frota americana zarpou para desembarque na principal ilha filipina Luzon. Nas batalhas finais os japoneses utilizaram grande quantidade de ataques camicases e lutaram com terrível determinação, mas a proporção de soldados que se renderam foi bem maior. Suas perdas foram de 110.000 soldados contra 45.000 americanos. Isolados, sem abastecimento essencial e com a produção para a guerra acabada, o Japão se recusava a capitular nos termos incondicionais dos aliados. Foi determinado então o bombardeio atômico sobre as ilhas, Hiroshima, seis de agosto de l945 e Nagasaki no dia nove de agosto. Em dois de outubro de l945 a bordo do navio Missouri os japoneses capitularam.